De onde vêm os alimentos?
Os alimentos que consumimos têm diferentes origens e percorrem vários caminhos até chegarem ao nosso prato. Alguns são cultivados na terra, como as frutas, os legumes e os cereais; outros provêm de animais criados para esse fim, como o leite, os ovos ou a carne; e há ainda os que são obtidos através da pesca ou da aquacultura. Depois de colhidos, criados ou capturados, muitos alimentos passam por processos de transformação que os tornam mais seguros, saborosos ou fáceis de conservar.
Por fim, os alimentos são vendidos de diversas formas, em mercados e feiras locais, mercearias, talhos, peixarias, supermercados, lojas online, restaurantes e cafés. Há também quem produza parte da sua própria comida em casa ou em pequenas hortas comunitárias.
Nesta secção vais explorar:
- como os alimentos são produzidos: cultivados, criados ou pescados;
- as formas de processamento a que são sujeitos antes de serem consumidos;
Agricultura convencional
As plantas são uma parte essencial do nosso abastecimento alimentar.
Normalmente são cultivadas segundo um método denominado agricultura intensiva, em que grandes quantidades da mesma colheita são cultivadas num só lugar.
Agricultura biológica
A agricultura biológica é um método de produção em que:
- fertilizantes químicos artificiais não são utilizados
- são usados esterco/composto orgânico (por ex.: estrume animal e matéria vegetal decomposta) para manter a fertilidade do solo
- as plantas recebem nutrientes de origem natural
- os agricultores praticam rotação de culturas (cultivam algo diferente em cada estação ou área de terreno, para que o solo recupere nutrientes)
- os agricultores deixam parte da terra em repouso (não cultivar) durante um ano para quebrar o ciclo de vida das pragas e permitir que o solo recupere
- a utilização de pesticidas é muito restrita, agricultores incentivam predadores naturais, como joaninhas e outras espécies, para controlar pragas
Aumentar a produção de alimentos de origem vegetal
Cultiva-se uma grande variedade de culturas, especialmente hortícolas, tomate e ervas aromáticas. Muitas destas culturas são cultivadas no interior de estufas ou túneis de plástico. Estes túneis são estruturas compridas e curvas, feitas de plástico, que protegem as plantas das condições meteorológicas, como vento, chuva e temperaturas muito altas ou muito baixas. Oferecem um ambiente protegido e são suficientemente grandes para permitir o acesso de pessoas e máquinas.
Algumas culturas são cultivadas em sistemas hidropónicos (sem solo), usando água enriquecida com nutrientes.
PRODUÇÃO INTENSIVA DE ANIMAIS
Animais (como mamíferos, aves e peixes) também podem ser criados intensivamente. Ter muitos animais no mesmo espaço pode causar problemas graves de bem-estar, incluindo:
- maior propagação de doenças e pragas (por exemplo, pode ser necessário administrar medicamentos ou sprays químicos)
- lutas e ferimentos, já que animais habituados ao ar livre sofrem em locais sobrelotados
- stress e traumatismo devido ao ruído, proximidade com outros animais e risco de predadores (por exemplo, peixes de piscicultura)
Existem formas de agricultura menos intensivas. Muitos agricultores optam por métodos mais sustentáveis para proteger o ambiente e melhorar a qualidade de vida dos animais.
Os consumidores podem optar por comprar alimentos provenientes de explorações que seguem normas rigorosas de bem-estar animal. Estes produtos apresentam frequentemente logótipos próprios na embalagem.
Produção ao ar livre
Na produção ao ar livre, os animais têm acesso ao exterior durante parte do dia. Podem ser criados assim:
porcos / galinhas poedeiras / frangos / perus
Vantagens da criação ao ar livre
- Os animais podem pastar e procurar alimento, tendo uma dieta mais natural e diversificada.
- Algumas pessoas acreditam que estes animais são mais felizes e preferem comprar esses produtos.
- Muitos consumidores e chefs consideram a carne de animais criados ao ar livre mais saborosa.
- Os animais movimentam-se mais e ficam menos suscetíveis a doenças.
Desvantagens da criação ao ar livre
- Maior risco de ataque de predadores (ex.: raposas atacam galinhas).
- Doenças transmitidas por animais selvagens (ex.: texugos podem infetar vacas).
- Condições meteorológicas extremas podem causar stress ou morte.
- Requer mais espaço e gestão rigorosa o que pode tornar os alimentos mais caros.

Observa de onde vêm os teus cereais, frutas ou legumes, alguns podem vir de produções muito grandes. Quando possível, escolhe alimentos produzidos perto da tua casa, pois têm menor impacto ambiental.
Ao escolher carne, ovos ou leite, verifica se existe indicação de bem-estar animal, ajuda a apoiar práticas mais responsáveis.
DESAFIO FOODWISELAB

Aumentar a consciência sobre a origem dos alimentos, os quilómetros percorridos até chegarem ao teu prato e o impacto destas escolhas no ambiente e na sustentabilidade.